Estilhaçando a linearidade de Chronos, em um palco-encruzilhada, o tempo se framenta em relatos costurados por Exu Narrador, expondo epidemias sociais, morais e a busca por identidade de personagens que tal qual Exu estão marginalizados. A cada 23 minutos, suas histórias emergem, clamando por reconhecimento e justiça. De 1983 ao AGORA, a peça ecoa vozes silenciadas, em episódios que buscam uma boca para se recontar e interditar o fim, desinterditando recomeços. Através de uma linguagem poética e carregada de simbolismo “Vinte e Três" é um convite à reflexão sobre racismo, desigualdade e o poder da palavra para amplificar vozes para construir novos futuros.