O espetáculo é a última parte de uma trilogia de práticas coreográficas iniciada em 2018 pelos artistas cariocas Davi Pontes e Wallace Ferreira. A partir de estudos pós- coloniais de gênero e raça, a dupla questiona como criar uma dança de autodefesa, compreendida como uma elaboração tática para confrontar violências físicas, imaginárias e epistemológicas. A ideia é coreografar resistências singulares para corpos dissidentes e proporcionar seus modos de permanência no mundo. Para isso, o trabalho utiliza estratégias como a mimese e a pose, criando um jogo de significados que sobrepõe tempos e imagens.