Utilizando a festa e as poéticas periféricas como dispositivos de pesquisa, o espetáculo do coletivo cearense Riddims tensiona momentos de celebração e enfrentamento. Por meio da dança e de cânticos, os artistas refletem sobre suas ancestralidades e identidades, traçando paralelos entre as práticas espirituais afro-indígenas e os movimentos de resistência da periferia. Aproximando o sagrado e o profano, o cômico e o trágico, a obra subverte a truculência da lógica colonial para manter vivo o ato de sonhar.